Rio Grande do Sul contabiliza 2,6 mil desalojados após fortes tempestades
Defesa Civil registra estragos em 117 municípios, uma morte e cinco feridos; Minas do Leão, Novo Hamburgo e Sapiranga estão entre as cidades mais atingidas
O Rio Grande do Sul contabiliza 2.686 pessoas desalojadas em decorrência das fortes tempestades que atingiram o Estado nos últimos dias. Os dados foram atualizados pela Defesa Civil na manhã de domingo, 9 de agosto.
De acordo com o órgão, os danos foram provocados por uma linha de instabilidade associada a uma frente fria, que causou chuva intensa e fortes rajadas de vento. Até o momento, 117 municípios registraram estragos, entre eles destelhamentos, quedas de árvores e postes de energia.
A Defesa Civil esclareceu que os danos registrados no continente não foram provocados diretamente pelo chamado ciclone bomba, formado entre a Argentina e o Uruguai. O fenômeno avançou pelo oceano e levou ventos mais fortes ao litoral gaúcho, enquanto os principais estragos no Estado foram associados à frente fria e à linha de instabilidade.
Desde sexta-feira, 7 de agosto, foi registrada uma morte e cinco pessoas ficaram feridas em ocorrências relacionadas às tempestades.
A vítima fatal foi um homem que sofreu um acidente na RS-124, em Montenegro, enquanto trafegava de motocicleta. Não foram divulgadas informações adicionais sobre a identidade da vítima.
Entre os feridos, uma pessoa de Novo Hamburgo se enroscou em fios durante o vendaval e apresenta quadro que exige maior atenção, segundo a Defesa Civil.
Em Osório, um militar foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro de uma viatura durante um atendimento. Já em Dom Feliciano, outras três pessoas sofreram ferimentos considerados leves.
Entre os municípios mais afetados está Minas do Leão, com 500 desalojados. Em Novo Hamburgo, são 480 pessoas fora de casa, enquanto Sapiranga contabiliza 360 desalojados.
Até o último balanço, apenas uma pessoa estava desabrigada, em Montenegro, necessitando de acolhimento disponibilizado pelo poder público.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e atualizando os números conforme os municípios encaminham novos levantamentos sobre os danos.
Fonte: Agência Brasil, com informações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul
