Gaúcha perde R$ 37 milhões em golpe de falso investimento com criptomoedas
Operação Criptoabate mira grupo suspeito de integrar esquema internacional que simulava lucros e pressionava vítimas a fazer aportes cada vez maiores
Uma mulher do Rio Grande do Sul acumulou um prejuízo de R$ 37 milhões após acreditar que investia em uma plataforma de criptomoedas. Segundo a Polícia Civil, durante cerca de seis meses ela recebeu orientações de um suposto especialista por meio de um grupo de WhatsApp e realizou sucessivas transferências. O esquema criava a aparência de rentabilidade elevada e incentivava novos aportes, até que, no momento do saque, surgiam cobranças adicionais de supostas taxas e impostos.
A fraude é conhecida como “golpe do abate de porcos” e se baseia na construção gradual de confiança com a vítima. Os criminosos simulam ambientes de investimento, mostram ganhos fictícios e induzem a pessoa a colocar quantias cada vez maiores. A investigação identificou 18 suspeitos, com funções que envolveriam captação de vítimas, abertura de contas, movimentação dos recursos e conversão do dinheiro em ativos digitais.
Nesta quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate, cumprindo 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A apuração aponta ainda outras vítimas com perdas superiores a R$ 8 milhões e indica que os valores movimentados pelo grupo podem alcançar a casa dos bilhões de reais. Entre os investigados estão pessoas ligadas a instituições financeiras e suspeitos de participar diretamente da circulação do dinheiro.
