Uma rede do setor óptico com atuação em quatro municípios da Serra Gaúcha passou a ser investigada pela Receita Estadual por suspeitas de irregularidades tributárias. A 11ª fase da Operação Affettare analisa movimentações que somam cerca de R$ 145 milhões nos últimos cinco anos e estima em aproximadamente R$ 20 milhões o valor que pode ser cobrado em ICMS, multas e juros, caso as suspeitas sejam confirmadas.

A apuração busca esclarecer se diferentes empresas foram usadas para dividir artificialmente o faturamento e manter o enquadramento no Simples Nacional, reduzindo de forma irregular a carga tributária. Segundo a Receita, a formação de grupos econômicos é permitida, mas pode configurar fraude quando utilizada para obter benefícios fiscais indevidos. A ação mobilizou 21 auditores-fiscais, que realizaram diligências e recolheram documentos e outros elementos para aprofundar a investigação.

Garibaldi está entre os municípios atingidos pela operação, ao lado de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Flores da Cunha. Se as irregularidades forem comprovadas, as empresas poderão ser excluídas do Simples Nacional e autuadas para o pagamento dos tributos considerados devidos, com possibilidade de multa qualificada de 100% sobre o imposto, além de juros. O material apreendido e os dados fiscais agora serão examinados pela Receita Estadual para definir os próximos passos da apuração.