O ex-companheiro da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, foi indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso após a conclusão da investigação conduzida pela Polícia Civil em Constantina, no norte do Rio Grande do Sul. Conforme a apuração, a motivação teria relação com o término do relacionamento, que não era aceito pelo investigado. Mais de 20 pessoas foram ouvidas, e os depoimentos indicaram um histórico de conflitos, violência psicológica e perseguição.

Glória foi encontrada morta em 12 de julho, depois de um incêndio atingir a casa onde ela morava, no bairro Florestal. No início, chegou a ser considerada a possibilidade de suicídio, mas a perícia e outros elementos reunidos ao longo do inquérito passaram a sustentar a hipótese de crime. Marcas de esganadura no pescoço e um corte no pulso direito da vítima foram analisados pelos investigadores, que também apontaram sinais de possível tentativa de alterar a cena para dificultar a identificação do que teria ocorrido.

O investigado está preso desde 16 de julho, e a prisão temporária foi posteriormente convertida em preventiva. A Polícia Civil sustenta que a morte foi provocada por terceiros e que o incêndio teria relação com a tentativa de ocultar o crime. A defesa informou que recebeu com tranquilidade a conclusão policial e afirmou que apresentará sua versão e suas provas ao longo do processo judicial.