Um homem que se apresenta como padre, embora esteja afastado da Igreja Católica há cerca de 16 anos, é investigado por suspeitas de estelionato, violência patrimonial, maus-tratos e abuso sexual contra uma idosa de 88 anos, em São Bento do Sul, Santa Catarina.

O caso veio à tona depois que familiares encontraram a mulher em condições de extrema vulnerabilidade dentro de uma residência no município.

Segundo relatos da família, o homem teria se aproximado da idosa por meio da religião. A vítima, que atuava como ministra da Igreja e não tinha filhos, permitiu que ele morasse em um dos quartos da residência. Conforme os familiares, o suspeito teria se aproveitado da fragilidade da mulher para obter acesso aos recursos financeiros dela.

Ainda segundo os relatos, o investigado utilizava redes sociais para solicitar dinheiro por meio de Pix e teria usado a imagem da idosa para transmitir a impressão de que atuava como cuidador.

A investigação também apura possíveis movimentações financeiras realizadas enquanto o homem tinha acesso às contas bancárias da vítima. De acordo com a família, ele chegou a ser incluído como segundo titular de uma conta.

Extratos bancários teriam apontado compras de grandes quantidades de carne e bebidas alcoólicas, além de registros relacionados à aquisição de armas e munições.

Quando os familiares conseguiram retirar a idosa da residência, encontraram uma situação considerada grave. Conforme os relatos, ela estava debilitada, desnutrida, sem dentes, com falta de higiene e apresentava ferimentos.

A família também afirmou que o quarto onde a mulher permanecia tinha infestação de pulgas, alimentos estragados e um colchão com manchas de sangue.

A idosa foi encaminhada para atendimento médico. Durante a avaliação, profissionais de saúde teriam encontrado um terço religioso introduzido na região anal da vítima, situação que levantou suspeita de possível violência sexual.

Segundo os familiares, a mulher era acamada e fazia uso de cadeira de rodas, o que aumentou os questionamentos sobre as circunstâncias em que o objeto foi parar em seu corpo.

Diante do caso, o hospital acionou a polícia, que passou a investigar as circunstâncias e as possíveis responsabilidades criminais.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual manifestação da defesa do investigado.

Foto: Reprodução / Massa News

Fonte: Massa News, com edição do NH Notícias