Dolly Parton morre aos 80 anos, segundo anúncio da família
Ícone da música country construiu uma carreira histórica, brilhou no cinema e transformou sua fama em projetos de impacto social
Dolly Parton morreu aos 80 anos, segundo anúncio feito nesta terça-feira (25) por seu sobrinho Bryan Seaver, em uma publicação nas redes sociais da artista. A cantora vinha enfrentando problemas de saúde que a afastaram recentemente dos palcos e de compromissos públicos. Na mensagem, Seaver destacou o legado da tia e afirmou que ela será lembrada pela capacidade de abrir caminhos e transformar a história. Dolly havia perdido o marido, Carl Dean, com quem compartilhou mais de seis décadas de relacionamento.
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família numerosa e humilde e começou a cantar ainda criança. Depois de se mudar para Nashville, ganhou projeção ao lado de Porter Wagoner e construiu uma trajetória marcada por sucessos como “Joshua”, “Coat of Many Colors” e “Jolene”. Ao longo da carreira, recebeu 11 prêmios Grammy, além de diversas homenagens da indústria musical, e entrou para os halls da fama da música country e do rock. Também teve destaque como atriz em produções como “9 to 5” e “Steel Magnolias”, além de receber indicações ao Oscar e ao Tony.
Fora dos palcos, Dolly Parton também se tornou referência por seu trabalho filantrópico. Em 1995, criou a Imagination Library, iniciativa que distribui gratuitamente livros para crianças de até cinco anos e que se expandiu para diferentes países. O projeto levou milhões de exemplares a famílias ao redor do mundo e se tornou uma das marcas mais conhecidas de sua atuação social. A artista deixa um legado que ultrapassa a música, reunindo décadas de influência cultural, sucesso artístico e ações voltadas à educação e à infância.
