Motorista de aplicativo aciona polícia após mãe e bebê serem levados à casa de falsa técnica de enfermagem em Sapiranga
Condutor desconfiou da situação, acionou a Brigada Militar e ajudou a interromper uma ocorrência que passou a ser investigada pela Polícia Civil
Um motorista de aplicativo acionou a Brigada Militar após desconfiar da conduta de uma mulher que se apresentava como técnica de enfermagem e acompanhava uma mãe com um bebê de apenas um mês, em Sapiranga, no Vale do Sinos. O caso ocorreu na quarta-feira, 26 de agosto, no bairro São Jacó, as informações são do Jornal Repercussão.
Segundo os relatos reunidos sobre a ocorrência, a suspeita teria ido até a residência da família afirmando que estava realizando um cadastro para uma nova unidade de saúde que seria aberta no bairro. Durante o atendimento, ela teria alegado que o sistema utilizado havia apresentado problemas e que seria necessário preencher um formulário físico em outro endereço.
A mãe aceitou acompanhar a mulher e embarcou com a recém-nascida em um carro de aplicativo. Conforme o relato, a suspeita teria oferecido pagar o dobro do valor da corrida para que o motorista aguardasse o procedimento.
Durante o trajeto, o condutor passou a desconfiar da situação. Entre os pontos que chamaram sua atenção estavam o fato de a mulher usar apenas um jaleco branco, não apresentar crachá de identificação e não estar vinculada a nenhum veículo oficial de saúde.
A suspeita aumentou quando o destino indicado não era uma unidade de saúde, mas uma residência. Segundo os relatos, ao chegar ao local, a mulher entrou com a mãe e o bebê, fechou a grade externa e trancou o acesso com um cadeado.
O motorista também relatou ter ouvido uma conversa telefônica na qual a mulher teria dito: “pode vir que o documento já tá na mão”. Diante do contexto e da ausência de qualquer transporte oficial no endereço, ele decidiu acionar a Brigada Militar pelo telefone 190.
Uma guarnição foi até o local e abordou os envolvidos. Conforme as informações divulgadas, a mulher teria apresentado versões contraditórias sobre sua identidade e sobre os motivos de estar acompanhando a mãe e a criança.
A mãe e o bebê permaneceram juntos durante toda a ocorrência. Posteriormente, os envolvidos foram levados à UPA de Sapiranga para a realização dos procedimentos necessários e, em seguida, encaminhados à Delegacia de Polícia.
De acordo com o delegado Clóvis Nei da Silva, o caso foi registrado inicialmente pelos crimes de usurpação de função pública e falsa identidade. A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do episódio e apurar a real motivação da suspeita.
