A Justiça Militar concluiu o inquérito que apurou a conduta de um policial militar acusado de deixar o posto durante o serviço e balear o proprietário de uma oficina mecânica em Sobradinho, na Região dos Vales. O policial foi indiciado pelos crimes de abandono de posto e lesão corporal.

O PM permanece preso preventivamente e está internado na ala psiquiátrica do Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre. Conforme a corporação, ele segue afastado das funções, e uma eventual volta ao trabalho dependerá de avaliações médicas e administrativas.

O caso também é investigado na Justiça comum. O policial foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal. O processo poderá ser encaminhado ao Tribunal do Júri.

O episódio ocorreu no sábado, 1º de agosto. Conforme a investigação, o soldado estava em serviço em Passa Sete quando deixou o local e seguiu até a oficina do mecânico Willian Wink, em Sobradinho.

No estabelecimento, os dois teriam discutido e, na sequência, o policial efetuou quatro disparos, sendo que três atingiram a vítima.

Willian foi socorrido e encaminhado a um hospital de Cachoeira do Sul, onde passou por cirurgias e permaneceu internado. Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, 17 de agosto, mas continua em recuperação.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil registraram parte do confronto e os disparos. A investigação aponta ainda que o desentendimento entre o policial e o proprietário da oficina já durava cerca de dois anos.

Segundo a apuração, o estabelecimento era alvo de reclamações de moradores devido ao barulho provocado durante testes em motocicletas. Pelo menos sete ocorrências por perturbação do sossego teriam sido registradas pela família do policial e por outros moradores.

Após o episódio, o PM se apresentou à Brigada Militar e entregou a arma utilizada nos disparos. Inicialmente, ele foi encaminhado ao Presídio Policial Militar, em Porto Alegre.

As investigações nas esferas militar e comum seguem para apurar as circunstâncias do caso e definir as responsabilidades do policial.

Fonte: Porto Alegre 24 Horas