A Polícia Civil prevê concluir na primeira quinzena de setembro o inquérito que apura a morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, ocorrida em janeiro deste ano, em Pelotas. Segundo o diretor do Departamento de Homicídios do Interior, delegado Thiago Carrijo, faltam os últimos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), ligados à reprodução simulada dos fatos realizada em maio. A reconstituição buscou confrontar os depoimentos dos envolvidos com os elementos técnicos já reunidos e contou com a participação da viúva da vítima e de policiais militares.

Nörnberg morreu na madrugada de 15 de janeiro, durante uma ação da Brigada Militar em sua residência. Conforme os elementos já analisados, houve disparos tanto do lado de fora quanto de dentro do imóvel. Em abril, a Corregedoria-Geral da BM encerrou o Inquérito Policial Militar e concluiu que não houve crime por parte dos agentes envolvidos, sustentando que a ocorrência se deu em meio a uma troca de tiros durante uma operação destinada a localizar suspeitos de um roubo com sequestro ocorrido anteriormente na zona rural de Pelotas.

O relatório do IPM também apontou indícios de que o agricultor teria efetuado disparos com um rifle calibre .22 de dentro da casa e afastou a hipótese de tortura contra a esposa dele, citando laudo pericial que não identificou materialidade compatível com esse crime. A investigação conduzida pela Polícia Civil, porém, segue sob sigilo e ainda depende da análise dos documentos finais do IGP. Após o recebimento desses laudos, os investigadores deverão definir os encaminhamentos do caso, inclusive sobre eventual indiciamento.