Uma pesquisa realizada pela CDL Caxias, por meio do Núcleo de Informações de Mercado, revela um cenário de equilíbrio entre as compras em lojas físicas e no comércio eletrônico em Caxias do Sul. Conforme o levantamento, 51,6% dos consumidores fazem suas aquisições em estabelecimentos físicos, enquanto 48% optam pelo e-commerce.

Entre os entrevistados que compram presencialmente, 24,5% utilizam principalmente lojas físicas e 27,1% fazem suas compras exclusivamente no varejo presencial.

O estudo também aponta diferenças no perfil dos consumidores. Nas lojas físicas, 73,6% do público é feminino, com maior concentração nas faixas etárias de 50 a 59 anos, com 29,3%, e de 40 a 49 anos, com 28,5%.

No ambiente digital, a distribuição entre os gêneros é mais equilibrada: 54,2% são mulheres e 45,8% homens. As faixas de 16 a 29 anos, com 39,9%, e de 30 a 39 anos, com 26,6%, concentram a maior parcela dos compradores online.

Confiança e experiência favorecem as lojas físicas

A possibilidade de tocar ou experimentar o produto é o principal motivo para a escolha das lojas físicas, citado por 24,1% dos consumidores. Na sequência aparecem a proximidade e facilidade de acesso, com 19,2%; a pronta entrega, com 15,2%; e a possibilidade de encontrar tudo no mesmo local, com 12,8%.

Os produtos mais adquiridos presencialmente são vestuário, com 23,2%; alimentos e bebidas, com 17,8%; calçados, com 13,2%; e utilidades domésticas, com 8,7%.

A confiança também exerce forte influência. Para 36,9% dos consumidores, já ser cliente ou confiar no estabelecimento é o principal fator de escolha. Além disso, 28,6% afirmam aceitar pagar mais em uma loja física quando percebem maior qualidade nos produtos.

Entre os principais problemas estão a falta do produto desejado, apontada por 30,5%, e o atendimento ruim, mencionado por 29%. Mais da metade dos consumidores, 53,3%, afirma que não voltaria a um estabelecimento após uma experiência desagradável.

Comodidade impulsiona o comércio eletrônico

No e-commerce, a comodidade de comprar sem sair de casa é a principal vantagem, citada por 40,3% dos participantes. Em 2025, esse índice era de 27,8%. O preço mais baixo aparece logo depois, com 32,8%.

A confiança em empresas conhecidas também é relevante no meio digital, sendo decisiva para 37,4% dos consumidores. Plataformas como Reclame Aqui, com 19,8%, e mecanismos de busca, com 19,6%, são utilizadas para auxiliar na decisão de compra.

O valor do frete permanece como o principal obstáculo do comércio eletrônico, citado por 33,3% dos entrevistados, embora tenha recuado em relação aos 37,9% registrados em 2025. Também aparecem entre as preocupações a incerteza sobre a qualidade do produto, com 24,3%, além do receio de fraudes, comentários ou reclamações negativas, com 12,8%.

No pós-venda, não receber o pedido é o fator que mais leva o consumidor a não voltar a comprar em uma loja online, com 25,3%. O recebimento de produto errado ou com defeito representa 23,4%, enquanto itens diferentes das especificações correspondem a 22,5%.

O vestuário também lidera as compras digitais, com 21,2%, seguido por eletrônicos e eletrodomésticos, com 7,6%; perfumaria e cosméticos, com 7,3%; esporte e lazer, com 7,2%; e calçados, com 6,9%.

A necessidade de adquirir determinado produto é o principal motivo para a compra online, com 41,2%, enquanto 28,7% utilizam o comércio eletrônico para aproveitar promoções.

Redes sociais ampliam influência nas decisões de compra

A pesquisa mostra ainda um avanço significativo das redes sociais na jornada de consumo. Entre os compradores pela internet, 68,8% afirmam que as propagandas nas redes sociais exercem alta ou muita influência na escolha, contra 44,3% no ano anterior.

O Instagram permanece como a principal rede social para influência nas compras, com 37,7%, mas o TikTok registrou forte crescimento, passando de 3% para 25,1%. O WhatsApp aparece com 18,4% e o Facebook com 13,2%.

As redes também podem estimular o consumidor a migrar do ambiente digital para as lojas físicas. Ofertas exclusivas são apontadas por 38,1% como o principal incentivo para essa mudança. Já 30,8% afirmam que nenhum fator seria suficiente para fazê-los trocar o online pelo presencial.

O estudo indica ainda que quase 37% dos participantes pesquisam na internet antes de comprar em uma loja física, enquanto 45% realizam esse tipo de consulta algumas vezes. No ambiente digital, sites de comparação de preços também ganharam espaço, passando de 7,7% para 19,5% como ferramenta para encontrar produtos e lojas.

A pesquisa Perfil dos Consumidores de Lojas Físicas e Online ouviu 773 pessoas em Caxias do Sul, entre sábado, 15 de agosto, e sexta-feira, 21 de agosto. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.

O estudo completo está disponível em https://bit.ly/PesquisaLojaFísicaxOnline2026.

Fonte: CDL Caxias