Líder religioso e esposa irão a júri por feminicídio e mortes de bebê e adolescente em Esteio
Casal é acusado de matar uma jovem de 18 anos, o filho dela, de dois meses, e um adolescente de 16 anos; crimes teriam sido cometidos para ocultar paternidade e outros delitos
Um líder religioso e a esposa irão a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio e homicídios relacionados às mortes de uma jovem de 18 anos, do filho dela, um bebê de dois meses, e de um adolescente de 16 anos, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A decisão de pronúncia dos réus foi proferida na quarta-feira, 2 de setembro, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Segundo o MPRS, um exame de DNA comprovou que o líder religioso era o pai biológico do bebê. Conforme a acusação, ele e a esposa teriam cometido os crimes para ocultar a paternidade e evitar que a relação extraconjugal afetasse a imagem do casal dentro da comunidade religiosa.
Ainda de acordo com a denúncia, o adolescente de 16 anos teria sido morto para garantir a ocultação e a impunidade dos demais crimes. O Ministério Público sustenta que os acusados acreditavam que ele sabia que o homem teria se aproveitado da condição de pai de santo para enganar a jovem, alegando que as relações sexuais faziam parte de um contexto religioso.
Conforme a acusação, as vítimas foram atraídas para uma área isolada da cidade sob o pretexto de participação em uma cerimônia religiosa. A jovem e o adolescente foram mortos com golpes de faca, enquanto o bebê morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
Após os crimes, os corpos teriam sido ocultados em uma área de mata às margens do Rio dos Sinos. Os fatos ocorreram em julho de 2025.
O casal responderá por feminicídio quintuplamente majorado, dois homicídios quadruplamente qualificados, ocultação de cadáver, corrupção de menores e outros crimes conexos. O homem também responderá pelo crime de violação sexual mediante fraude.
Os dois réus seguem presos preventivamente. A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda será definida.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)
