Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em diferentes regiões do país. A adesão pode reduzir ou interromper o atendimento presencial em algumas agências, dependendo da participação dos funcionários em cada unidade. Durante a mobilização, clientes continuam podendo utilizar canais como aplicativo da Caixa, internet banking, Agência Digital, terminais de autoatendimento, correspondentes bancários e WhatsApp.

O principal ponto de conflito nas negociações é o modelo de financiamento do Saúde Caixa, plano médico dos empregados. Atualmente, a participação do banco está limitada a 5,5% da folha de pagamento, enquanto os trabalhadores defendem a retomada do formato em que a instituição arcava com 70% das despesas e os empregados com 30%. Também estão em discussão temas relacionados a remuneração variável, atendimento do plano e políticas de diversidade. Na base do SindBancários de Porto Alegre e região, 91,09% rejeitaram as propostas apresentadas e 62,52% apoiaram a greve.

A mobilização foi aprovada em 93 bases sindicais, enquanto outras 35 preferiram manter as negociações sem aderir imediatamente à paralisação. A Caixa afirma que continua negociando a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e ainda não há previsão para o fim da greve. No Banco do Brasil, a situação é diferente: a paralisação ocorre apenas em determinadas bases sindicais e, segundo as informações divulgadas, não havia indicação de greve nas agências do banco no Rio Grande do Sul.