O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a condenação do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, por improbidade administrativa. Segundo o órgão, o ex-gestor teria extrapolado o dever de comunicação institucional ao utilizar a visibilidade da investigação da morte do cão Orelha para construir imagem pessoal e política. A apuração indica que ele publicou mais de 40 postagens sobre o tema em redes sociais, enquanto os perfis oficiais da instituição registraram apenas sete.

Em razão das possíveis irregularidades, a promotoria pede a indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo, além de multa equivalente a até 24 vezes o salário recebido pelo delegado à época dos fatos. Por outro lado, a defesa de Ulisses Gabriel afirma ter demonstrado a inexistência de improbidade, sustentando que a atuação pautou-se pela legalidade, transparência e respeito às atribuições do cargo, sem qualquer conduta dolosa ou desvio de finalidade.

O caso do cão Orelha ocorreu em janeiro deste ano e gerou comoção nacional sob a suspeita de agressões contra o animal. No entanto, a investigação acabou arquivada por falta de provas, após laudo apontar que o cachorro possuía uma doença óssea grave responsável pelas lesões na cabeça, descartando a certeza de intervenção humana externa.