O furacão Polo alcançou a categoria 5 após passar por um processo de intensificação explosiva no Oceano Pacífico Leste, conforme informações da MetSul. O sistema evoluiu de uma depressão tropical para o nível máximo de intensidade em apenas 42 horas, tornando-se a transformação mais rápida registrada na região desde 1970. Com ventos sustentados de 290 km/h e pressão central de 892 hPa, o fenômeno passou a ser considerado o segundo furacão mais intenso da história do Pacífico Leste em termos de menor pressão atmosférica.

A rápida expansão do ciclone foi sustentada por condições oceânicas excepcionalmente quentes favorecidas pelo El Niño. Além de águas superficiais próximas de 31°C, uma onda de Kelvin manteve uma camada de água aquecida a 73 metros de profundidade, o que impediu o resfriamento do mar provocado pelo deslocamento da tempestade. O ambiente também contou com alta umidade na atmosfera e baixo cisalhamento do vento, fatores que aceleraram a organização do núcleo da tempestade a partir de domingo, 20 de setembro.

A trajetória de Polo avança lentamente ao longo do litoral mexicano a cerca de 10 km/h, mantendo em alerta estados como Guerrero e Michoacán. Os ventos com força de tempestade tropical chegam a 150 quilômetros do centro e os acumulados de chuva podem atingir 200 milímetros em áreas isoladas. Além dos impactos na costa do México, a umidade transportada pelo furacão pode se mover para o norte e provocar temporais no estado do Novo México, nos Estados Unidos.