O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça de Torres, ofereceu nesta sexta-feira, 25 de setembro, a terceira denúncia criminal contra um homem de 46 anos acusado de submeter a companheira a um ciclo contínuo de violência física, psicológica e sexual.

Segundo o MPRS, as investigações apontam que o acusado dopava a vítima, praticava abusos sexuais enquanto ela estava inconsciente e registrava imagens íntimas sem consentimento. Atualmente, ele está recolhido em uma unidade do sistema prisional de Santa Catarina.

Na nova denúncia, o promotor de Justiça de Torres, Márcio Roberto Silva de Carvalho, atribui ao acusado os crimes de estupro de vulnerável e estupro qualificado em continuidade delitiva, com incidência de agravantes previstas na Lei Maria da Penha e da reincidência.

O Ministério Público também formulou pedido de indenização para reparação dos danos causados à vítima.

Homem já responde por outras acusações

O investigado já vinha sendo processado pelo MPRS por fatos relacionados à mesma mulher.

As denúncias anteriores envolvem ameaças de morte, perseguição, violência psicológica e descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência.

O caso ganhou repercussão recente nas redes sociais, mas o Ministério Público destaca que já acompanha a situação desde as primeiras denúncias, com instauração de investigações, solicitação de medidas protetivas e ajuizamento de ações penais.

Vítima segue amparada por medida protetiva

A mulher permanece protegida por medida protetiva em vigor e recebeu atendimento especializado por meio da Central de Atendimento às Vítimas do MPRS.

O Ministério Público informa ainda que eventuais vítimas ou pessoas que tenham informações relevantes sobre o investigado podem procurar os Espaços Bem-Me-Quer, que oferecem atendimento humanizado, seguro e sigiloso.

Em Caxias do Sul, o atendimento ocorre na Avenida Independência, nº 2.372, térreo, sala 14, no bairro Exposição, pelo telefone (54) 99641-3016. Também há unidades em Porto Alegre, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Santo Ângelo e Uruguaiana.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)