Mãe e filha morrem vítimas de câncer em intervalo de apenas 10 horas
Maria Elisabete, de 56 anos, e Cibele Marchis, de 28, enfrentavam diferentes tipos da doença e foram veladas juntas em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo
Uma família de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, enfrentou uma sequência de perdas que causou grande comoção. Maria Elisabete Nogueira, de 56 anos, conhecida como Bia, e a filha Cibele Fernanda Marchis, de 28 anos, morreram vítimas de câncer em um intervalo de aproximadamente 10 horas.
Mãe e filha enfrentavam tipos distintos da doença e estavam internadas em hospitais diferentes da cidade.
Cibele morreu por volta das 16h de quinta-feira, 24 de setembro. Naquele momento, sua mãe estava internada e sedada em outra unidade hospitalar e não foi informada sobre a morte da filha.
Enquanto familiares e amigos velavam o corpo da jovem, uma nova notícia abalou a família. À 1h58 da madrugada de sexta-feira, 25 de setembro, Maria Elisabete também morreu.
“Nenhuma das duas queria ver a outra morrer. Elas chegaram a comentar, às vezes de brincadeira, outras em tom sério, e isso aconteceu. Uma não ficou sabendo da morte da outra. É realmente uma coisa espantosa”, contou Rowilson Leandro da Costa, sobrinho de Maria Elisabete e primo de Cibele.
Mãe e filha foram veladas juntas na manhã de sexta-feira e posteriormente sepultadas no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Mogi Guaçu.
Conhecida como Bia entre familiares e amigos, Maria Elisabete trabalhava como podóloga em um tradicional salão da família. Ela era lembrada pelo sorriso acolhedor, pela generosidade e pela fé.
Cibele, por sua vez, administrava uma empresa de marketing digital e mantinha forte presença nas redes sociais, onde reunia cerca de 11,7 mil seguidores. Familiares e amigos destacaram sua força, coragem e carinho no relacionamento com as pessoas.
A morte de mãe e filha em um intervalo tão curto provocou grande comoção em Mogi Guaçu, com diversas manifestações de pesar e solidariedade à família nas redes sociais.
