Justiça decreta prisão preventiva de mãe investigada por atear fogo na filha de 12 anos no RS
Adolescente sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, além de lesões nas vias aéreas, e precisou ser internada em UTI
A Justiça decretou a prisão preventiva de uma mulher investigada por atear fogo na própria filha, uma adolescente de 12 anos, em Rio Grande, no Sul do Estado. A decisão foi tomada na quinta-feira, 24 de setembro, após pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Durante a audiência de custódia, o promotor de Justiça Marcelo Nahuys Thormann solicitou a homologação da prisão em flagrante e a conversão da medida em prisão preventiva.
Segundo o MPRS, o pedido considerou a gravidade da conduta investigada, a vulnerabilidade da vítima e o risco à integridade física e psicológica da adolescente caso a mulher fosse colocada em liberdade.
O requerimento foi acolhido pelo Judiciário, que entendeu estarem presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão.
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público, a adolescente foi encontrada pelo tio no banheiro da residência com o corpo, da cintura para cima, em chamas. O homem utilizou a própria jaqueta para tentar abafar o fogo.
A menina sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em diferentes partes do corpo, além de lesões nas vias aéreas. Em razão da gravidade do quadro, ela precisou ser intubada e internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Além da prisão preventiva, a Justiça também acolheu pedido do Ministério Público para que fosse encaminhado um ofício ao Conselho Tutelar. O objetivo é avaliar a situação dos outros filhos da investigada e a eventual necessidade de adoção de medidas de proteção.
A Promotoria de Justiça Criminal de Rio Grande aguarda a conclusão do inquérito policial para avaliar as providências relacionadas à ação penal.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)
