Barragem em São Marcos deixa situação de emergência, mas moradores permanecem fora de casa
Redução de quase um metro no nível da água ampliou a segurança da estrutura; monitoramento e bombeamento continuam diante da previsão de novas chuvas
A Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha, deixou a situação de emergência após avaliações indicarem maior segurança na estrutura. Segundo a Corsan, testes e aferições realizados até sexta-feira (25) não apontaram movimentações e, nas condições verificadas, não havia risco de rompimento. O reservatório teve redução de quase um metro no nível da água, diminuindo a pressão sobre a barragem e permitindo o avanço dos trabalhos de reparo.
Apesar da melhora no cenário, os moradores retirados preventivamente ainda não retornaram às residências. Cerca de 170 pessoas deixaram suas casas na quarta-feira (23), quando foram identificadas trincas e vazamentos após as fortes chuvas. No dia seguinte, a área de evacuação foi ampliada em 300 metros além do previsto no Plano de Ação de Emergência, provocando a saída de outras 15 pessoas. Neste sábado (26), bombeiros seguem orientando a população e acompanhando quem precisa acessar os imóveis para buscar documentos, medicamentos e outros pertences.
A operação de redução do volume de água também permanece ativa. Seis equipamentos retiram aproximadamente 3,2 milhões de litros de água por hora do reservatório, com direcionamento controlado para o Rio Jaguari. Mergulhadores atuam junto à estrutura para preencher fissuras com material isolante, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém dispositivos de segurança para proteger os profissionais que trabalham nas proximidades da barragem. A previsão de novas chuvas faz com que o nível de alerta e o monitoramento contínuo sejam mantidos.
Construída há cerca de 50 anos, a Barragem Arroio São Luiz armazena aproximadamente 250 mil metros cúbicos de água e integra o sistema de abastecimento de São Marcos. A mobilização preventiva começou após a identificação dos danos provocados pelo aumento atípico do volume de água decorrente das chuvas. Defesa Civil, Corsan, Prefeitura e Corpo de Bombeiros seguem acompanhando a situação enquanto são executadas as intervenções necessárias para garantir a segurança da estrutura e das comunidades próximas.
