A reconstrução da ligação entre Cotiporã e Bento Gonçalves pela ponte sobre o Rio das Antas segue mobilizando autoridades municipais, equipes técnicas e representantes da Defesa Civil. Além das medidas emergenciais para restabelecer a passagem, o município trabalha na elaboração de uma solução definitiva para um dos principais acessos da região.

De acordo com o prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, o projeto definitivo prevê a construção de uma nova ponte em uma cota superior à atingida pelas grandes cheias, evitando que a estrutura fique submersa nos períodos de elevação do Rio das Antas.

A proposta prevê uma ponte com aproximadamente 350 metros de extensão e 8 metros de largura, com investimento estimado em R$ 27,93 milhões. Segundo Breda, o projeto já está sendo encaminhado aos órgãos responsáveis, incluindo a Defesa Civil e secretarias estaduais ligadas à reconstrução e ao desenvolvimento urbano.

A necessidade de uma solução definitiva ganhou ainda mais importância após os danos provocados pelas chuvas de setembro. Em 25 de setembro, o Município de Cotiporã decretou situação de emergência após os eventos climáticos que, entre outros prejuízos, provocaram o colapso de parte do tabuleiro da ponte sobre o Rio das Antas.

Enquanto o projeto da nova estrutura avança, soluções provisórias estão sendo avaliadas para recuperar a mobilidade entre Cotiporã e Bento Gonçalves. Técnicos da Defesa Civil do Estado estiveram no local realizando levantamentos e analisando as condições da ponte e das margens do rio.

Entre as possibilidades estudadas está a instalação de uma estrutura provisória no trecho danificado da ponte, permitindo a retomada temporária do tráfego. Outra alternativa é a implantação de uma balsa nas proximidades da travessia, caso a recuperação emergencial da estrutura não possa ser executada dentro do prazo necessário.

A principal preocupação das lideranças locais é conseguir restabelecer uma alternativa de passagem antes do início da safra da uva, período em que aumenta significativamente a movimentação de produtores, caminhões e demais veículos ligados à atividade agrícola na Serra Gaúcha.

A ponte está localizada no trecho entre a Estrada Bento Gonçalves e a ERS-431 e desempenha papel importante na ligação regional. O município já havia contratado, em agosto, serviços de engenharia para inspeção, diagnóstico dos danos e elaboração de projeto executivo de manutenção e recuperação da estrutura.

Segundo o prefeito José Carlos Breda, um dos principais desafios é justamente a característica da atual travessia, construída em uma cota que permite que ela seja atingida e até submersa durante grandes elevações do Rio das Antas. A força da água e o material carregado pelas enchentes aumentam os riscos de novos danos à estrutura.

Por isso, paralelamente à recuperação emergencial, a intenção é buscar recursos para uma ponte definitiva construída acima da cota das grandes cheias, proporcionando maior segurança e estabilidade para a ligação entre os municípios.

Uma nova agenda institucional está prevista para quarta-feira, 7 de outubro, quando representantes locais deverão tratar do tema junto ao Governo do Estado, buscando avançar na definição da alternativa emergencial e na viabilização dos recursos necessários.

A Administração Municipal de Cotiporã destaca que as tratativas seguem em conjunto com órgãos estaduais e demais envolvidos, com o objetivo de encontrar uma solução que permita restabelecer a mobilidade regional no menor prazo possível e, ao mesmo tempo, construir uma alternativa definitiva para a travessia sobre o Rio das Antas.

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