A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de um estudante de 12 anos que ficou gravemente ferido após cair durante uma brincadeira com colegas no Colégio Estadual Professor Basílio Chrum, em Castro, nos Campos Gerais do Paraná.

O acidente aconteceu no dia 25 de setembro, durante um momento de recreação no pátio da escola. Segundo as informações reunidas pela investigação, sete estudantes participavam da brincadeira e se revezavam na atividade.

Na vez do menino, quatro colegas participavam diretamente enquanto outros dois observavam. O estudante acabou caindo de frente e atingindo a região do tórax contra o chão. Câmeras de segurança da escola registraram o momento da queda.

A Polícia Civil trata o episódio, neste momento, como um acidente. Conforme o delegado responsável pela investigação, não foram identificados até agora indícios de que os outros estudantes tivessem a intenção de provocar ferimentos ou a morte do colega.

Atendimento após a queda também é investigado

Além da dinâmica da brincadeira, a polícia tenta esclarecer o atendimento prestado ao estudante depois do acidente.

Segundo a investigação, a queda ocorreu por volta das 13h40min, enquanto a chegada do menino à Unidade de Pronto Atendimento foi registrada às 16h25min.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado. O serviço abriu posteriormente um procedimento administrativo interno para analisar o atendimento relacionado ao chamado.

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná também instaurou uma comissão para apurar o caso. Conforme a pasta, a equipe da escola realizou os primeiros atendimentos, acionou o serviço de emergência e comunicou a família.

Após passar mais de uma semana internado, o estudante morreu no hospital. Ele foi sepultado na segunda-feira, 5 de outubro, em Castro.

A Polícia Civil deverá ouvir familiares, funcionários da escola e profissionais envolvidos no atendimento. Prontuários médicos, imagens de videomonitoramento e laudos periciais também fazem parte da investigação.

Até o momento, não há conclusão de que uma eventual demora no atendimento tenha contribuído para a morte, e a causa deverá ser definida pelos exames periciais.

A Secretaria de Estado da Educação informou ainda que disponibilizou acolhimento e apoio psicossocial à comunidade escolar após a morte do estudante.