Mãe procura a Justiça após filho de 9 anos aparecer com armas de brinquedo durante comemoração eleitoral
Menino foi filmado sobre o capô de um carro, cercado por adultos, em Parnamirim; Conselho Tutelar identificou situação de risco e adotou medidas de proteção.
A mãe de um menino de 9 anos que apareceu segurando armas de brinquedo durante uma comemoração política decidiu recorrer à Justiça para regulamentar a guarda do filho. O episódio ocorreu em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, após o primeiro turno das eleições de 2026. As imagens, que circularam nas redes sociais, mostram a criança sobre o capô de um veículo, cercada por adultos, enquanto exibe objetos semelhantes a armas de fogo. A repercussão levou o Conselho Tutelar a acompanhar o caso e adotar providências para garantir a segurança do menino.
Embora os objetos fossem brinquedos, o Conselho Tutelar avaliou que a exposição representou um risco à integridade da criança, especialmente pela possibilidade de serem confundidos com armas verdadeiras. A conselheira tutelar Amanda Melo explicou que a situação poderia ter provocado consequências graves. Após receber denúncias e cobranças de moradores pelas redes sociais, ela encaminhou uma comunicação à delegacia especializada na proteção de crianças e adolescentes, solicitando a identificação dos responsáveis e a apuração das circunstâncias do episódio.
Durante o atendimento, a mãe relatou que o pai havia comprado a arma de brinquedo para o filho utilizar durante as visitas, apesar de sua discordância. Ela afirmou que o homem mantém uma boa relação com a criança, mas reconheceu comportamentos excessivos em determinadas situações. A conselheira avaliou que a empolgação com o resultado eleitoral pode ter contribuído para a exposição do menino, que também teria sido incentivada pelos adultos presentes na comemoração. Até o momento das informações divulgadas, o pai ainda não havia sido ouvido pelo Conselho Tutelar.
Após a intervenção, a criança permaneceu sob os cuidados da mãe e foi encaminhada para acompanhamento psicológico, como parte das medidas protetivas adotadas. Segundo o Conselho Tutelar, o menino está bem e protegido de novas situações de exposição, não havendo necessidade imediata de outras providências pelo órgão. A mãe decidiu manter o filho consigo até que a Justiça estabeleça formalmente as condições de guarda, enquanto o contato com o pai continua por telefone. A Polícia Civil deverá ouvir o responsável e investigar se houve alguma prática criminosa relacionada ao episódio.
