A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa presidencial. O processo questiona a utilização dos perfis do influenciador Pablo Marçal nas redes sociais para promover conteúdos eleitorais e divulgar publicações consideradas falsas pela equipe jurídica petista. A iniciativa também pede medidas para interromper a circulação de materiais apontados como irregulares.

Entre as solicitações apresentadas à Justiça Eleitoral está a suspensão do perfil de Pablo Marçal no Instagram, que possui aproximadamente 14,1 milhões de seguidores. Os advogados de Lula argumentam que, após o anúncio do apoio de Marçal a Flávio Bolsonaro, em 29 de setembro, suas contas passaram a funcionar como canais de campanha sem o devido registro no TSE. Segundo a acusação, essa situação permitiria que as publicações continuassem sendo recomendadas pelos algoritmos das plataformas, contrariando restrições aplicáveis às contas eleitorais oficiais.

Outro ponto questionado na ação envolve o site B22token, que oferece criptomoedas em troca da divulgação de conteúdos associados à candidatura de Flávio Bolsonaro. Para a campanha petista, a prática pode representar abuso de poder econômico. Os representantes de Lula solicitaram o bloqueio da plataforma, além da retirada de publicações consideradas desinformativas ou ofensivas. A campanha de Flávio, por sua vez, nega qualquer ligação com o sistema de criptomoedas e afirma que Pablo Marçal atua como apoiador político, sem integrar sua estrutura oficial.

Pablo Marçal reagiu às acusações, criticou a iniciativa do PT e declarou que ainda não havia recebido notificação relacionada às publicações questionadas. O influenciador afirmou ter liberdade para manifestar suas posições políticas. A defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro também informou que adotaria providências judiciais contra a plataforma de criptomoedas. Os pedidos de cassação e de suspensão das contas ainda dependem de análise do Tribunal Superior Eleitoral, responsável por avaliar os argumentos e as provas apresentados no processo.