O avanço da ferrugem asiática da soja acendeu um alerta para a safra 2026/27. A presença da doença passou de 12,5% para 47,2% nas áreas monitoradas no Paraná e em São Paulo, representando um crescimento de aproximadamente 277% e aumentando a preocupação entre pesquisadores e produtores rurais.

A previsão de chuvas mais frequentes e períodos prolongados de umidade é um dos principais fatores de preocupação. Essas condições climáticas favorecem o desenvolvimento do fungo responsável pela doença e podem contribuir para sua disseminação nas lavouras.

Outro fator de risco é a presença de plantas voluntárias de soja, conhecidas como soja guaxa, que podem permitir a sobrevivência do patógeno entre uma safra e outra. Essa condição exige atenção dos agricultores para evitar que a doença encontre condições favoráveis ao seu desenvolvimento.

Além disso, o excesso de umidade pode dificultar a entrada de máquinas nas lavouras e comprometer o momento adequado para a aplicação de fungicidas. Diante desse cenário, o monitoramento antecipado e o planejamento das estratégias de manejo são considerados fundamentais para controlar o avanço da ferrugem asiática e reduzir possíveis prejuízos à produtividade da soja.

Fonte: Folha Agrícola.