O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou uma nova denúncia por estupro contra um homem de Torres, que já está preso preventivamente por outros casos de violência contra mulheres. A acusação foi formalizada na quarta-feira, 14 de outubro, e envolve uma ex-companheira do investigado. Conforme o órgão, a repercussão das investigações anteriores levou outras mulheres a procurarem as autoridades para relatar episódios semelhantes.

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Vinícius de Melo Lima, o crime teria ocorrido no final de 2015, em um motel de Porto Alegre. Na ocasião, a vítima teria recusado manter relações sexuais, mas, segundo a acusação, foi constrangida por meio de violência física e psicológica. O episódio estaria inserido em um relacionamento marcado por comportamentos de controle, isolamento, humilhações e agressividade.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados à vítima e seu encaminhamento para perícia psicológica, com o objetivo de avaliar as consequências emocionais dos fatos relatados. O promotor destacou ainda o trabalho de acolhimento desenvolvido em parceria com a Central de Atendimento às Vítimas do MPRS, que tem contribuído para identificar novos relatos e encaminhar mulheres à rede de proteção.

O investigado já havia sido alvo de outra denúncia em setembro, envolvendo violência sexual, violência psicológica e perseguição contra outra companheira. Além desse procedimento e da nova acusação apresentada em outubro, outras duas denúncias relacionadas a diferentes episódios atribuídos ao homem já foram encaminhadas à Justiça.

O Ministério Público reforça que mulheres vítimas de violência podem procurar atendimento e denunciar situações semelhantes. Em Porto Alegre, a Promotoria de Justiça Especializada de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher atende pelo telefone (51) 3295-8585 e pelo e-mail [email protected]. Também há unidades de acolhimento às vítimas em diferentes regiões do Estado, incluindo Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).