Criminosos utilizam CNPJ de paróquia para aplicar golpes em comerciantes no Rio Grande do Sul
Paróquia São João Batista, de Boqueirão do Leão, alerta sobre compras fraudulentas realizadas em nome da instituição; tentativas foram identificadas em diferentes municípios gaúchos.
A Paróquia São João Batista, localizada em Boqueirão do Leão, no Vale do Taquari, emitiu um alerta após descobrir que criminosos estariam utilizando o CNPJ da instituição religiosa para aplicar golpes em estabelecimentos comerciais. Conforme as informações divulgadas pela paróquia, os suspeitos se apresentam como representantes da igreja e utilizam os dados cadastrais da entidade para negociar compras de valores elevados. A situação preocupa a comunidade religiosa, especialmente porque as tentativas de fraude já foram identificadas em diferentes cidades do Rio Grande do Sul.
De acordo com a instituição, a maioria das abordagens acontece por meio do WhatsApp, ferramenta utilizada pelos suspeitos para entrar em contato com comerciantes e realizar negociações em nome da paróquia. Também foram relatadas tentativas de compras presenciais. Até o momento, estabelecimentos comerciais dos municípios de Arvorezinha, São Leopoldo e Novo Hamburgo procuraram a igreja para verificar a autenticidade das transações, levantando suspeitas sobre a utilização indevida dos dados da entidade.
Após identificar a situação, a Paróquia São João Batista registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, solicitando a apuração dos fatos. Conforme o vigário paroquial, Frei Franklin Freitas, a instituição também passou a divulgar imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos onde os suspeitos teriam agido, além de registros de um veículo que teria sido utilizado para retirar mercadorias. Os materiais buscam auxiliar na identificação dos envolvidos e contribuir para o esclarecimento das ocorrências.
Diante das tentativas de fraude, a orientação é para que comerciantes confirmem diretamente com a secretaria paroquial qualquer solicitação de compra feita em nome da Paróquia São João Batista antes de concluir pagamentos, emitir documentos ou entregar produtos. A instituição reforça que a utilização de seu CNPJ não comprova a legitimidade de uma negociação. O caso segue sob investigação, enquanto o alerta busca evitar novos prejuízos a estabelecimentos comerciais em diferentes regiões do Estado.
