Federação Gaúcha de Vôlei suspende investigado por crimes contra adolescentes em Veranópolis
Entidade afastou proprietário de escola de voleibol de todas as atividades oficiais após prisão preventiva e encaminhou o caso aos órgãos disciplinares do esporte
A Federação Gaúcha de Vôlei anunciou a suspensão do proprietário de uma escola de voleibol de Veranópolis, investigado por suspeita de crimes sexuais contra adolescentes. O homem, de 29 anos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na terça-feira (20). Conforme comunicado da entidade, o investigado está impedido de participar de todas as atividades oficiais da federação, incluindo funções de técnico, dirigente ou representante institucional. A medida permanecerá em vigor enquanto durarem os procedimentos legais cabíveis.
Além do afastamento, a Federação Gaúcha de Vôlei encaminhou o caso aos órgãos disciplinares competentes, que deverão avaliar a situação no âmbito esportivo. A decisão foi tomada após a repercussão das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Veranópolis, iniciadas em julho, depois que o pai de um adolescente procurou as autoridades para denunciar um suposto abuso cometido contra o filho.
Durante as diligências, a Polícia Civil encontrou registros de nudez e exposição de partes íntimas de alunos em celulares e computadores apreendidos. Conforme a investigação, adolescentes também seriam monitorados por câmeras instaladas no alojamento da escola, com acesso restrito ao suspeito. A polícia apura ainda denúncias de fornecimento de bebidas alcoólicas a menores e possíveis abusos durante atividades organizadas pelo investigado. Entre os crimes investigados estão violação sexual mediante fraude, corrupção de menores, armazenamento de imagens de nudez envolvendo adolescentes e exercício ilegal de profissão.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação dos adolescentes, incluindo estudantes de outros municípios que residiam no alojamento. A Polícia Civil informou que ainda não foi possível determinar o número exato de possíveis vítimas e ressaltou que a investigação é direcionada ao homem preso, e não à escola como instituição. Uma audiência de custódia estava prevista para esta quarta-feira (21), enquanto a defesa informou que avaliaria as medidas cabíveis após o procedimento. O caso continua sob investigação.

