Mesmo com a confirmação de doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, o Rio Grande do Sul não anunciou mudanças substanciais em sua rotina de defesa sanitária. A Secretaria da Agricultura afirma que já trabalha com investigação de notificações e acompanhamento de sinais clínicos suspeitos, inclusive os compatíveis com influenza aviária.

O episódio, identificado no domingo (18), também provocou consequências para as exportações. México e Malásia suspenderam a importação de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto China, Arábia Saudita e Chile adotaram restrições direcionadas à produção catarinense. Apesar da proximidade da ocorrência com a divisa gaúcha, a avaliação das autoridades estaduais é de que os protocolos locais de vigilância continuam adequados.

Segundo Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, qualquer notificação com características compatíveis é apurada e, quando pertinente, resulta na coleta de amostras encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura. Ela relata uma troca contínua de informações com o serviço veterinário oficial catarinense, que, conforme o último informe recebido, não havia identificado outros casos compatíveis que provocassem preocupação.

O fluxo de pintinhos de um dia provenientes de Santa Catarina para estabelecimentos agropecuários gaúchos permanece em andamento. A diretora explicou que o Estado não recebe perus por esse canal e que a fiscalização das aves comercializadas foi reforçada, embora o acompanhamento já integrasse a rotina sanitária anterior à confirmação do foco. Para a fiscalização gaúcha, a prioridade segue sendo identificar rapidamente qualquer ocorrência suspeita.