Uma investigação sobre suspeita de pirâmide financeira no Rio Grande do Sul apura perdas de investidores que podem alcançar R$ 50 milhões. Até o momento, a Polícia Civil identificou 34 possíveis vítimas e registrou 21 ocorrências. A estimativa inicial de prejuízo era de R$ 5 milhões, mas o valor poderá aumentar conforme avançarem as apurações.

De acordo com os relatos, os clientes acompanhavam as aplicações por uma plataforma digital e, durante meses, conseguiam realizar saques. No fim de 2025, porém, o sistema deixou de funcionar, e os investidores afirmam que perderam acesso aos recursos. Entre os atingidos estão aposentados, empresários e servidores públicos, incluindo pessoas que aplicaram economias acumuladas durante anos.

A Polícia Civil investiga possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, estelionato e lavagem de dinheiro. Os investigadores verificam se os recursos de novos investidores eram utilizados para pagar participantes anteriores, característica de esquemas de pirâmide. Segundo a apuração, a operação não possuía autorização do Banco Central para atuar como instituição financeira. As suspeitas ainda estão sob investigação.

Há relatos de prejuízos individuais superiores a R$ 1 milhão, envolvendo investimentos em criptoativos e outras modalidades, com depósitos realizados por transferência bancária ou Pix. A defesa responsável pela operação nega intenção de prejudicar os clientes, sustenta que os contratos alertavam sobre os riscos e afirma ter apresentado propostas de recomposição financeira aos usuários, além de colaborar com as autoridades.