Flávio Bolsonaro retira autodeclaração de “presidente eleito” e diz que liderará oposição dos EUA
Senador republicou carta como “líder do Brasil”; acusações de fraude não vieram acompanhadas de provas
Flávio Bolsonaro (PL) retirou de uma carta a afirmação de que seria o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. O documento foi divulgado e republicado nesta quarta-feira, 28 de outubro, após a chegada do senador aos Estados Unidos, onde está com a família e diz que pretende conduzir a oposição.
No texto, o candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a alegar fraude eleitoral, sem apresentar provas, e agradeceu a Donald Trump e Javier Milei pelo apoio. O resultado informado pelo TSE foi de 64.256.232 votos para Lula, ou 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 para Flávio, equivalentes a 48,21%. O PL reconheceu o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.
Uma das críticas da carta se refere à prorrogação da votação autorizada por Cristiano Zanin, do STF. Contudo, o TSE contabilizou 34.393 votos após as 17h, número inferior a 1% da diferença de aproximadamente 4,4 milhões entre os candidatos. O tribunal informou que a ampliação ocorreu após relatos das duas candidaturas sobre dificuldades no transporte de eleitores. Esses dados não sustentam a associação feita pelo senador entre o horário estendido e a reversão do resultado.
Flávio afirmou que fará pronunciamentos regulares e organizará a oposição do exterior por meios que descreveu como pacíficos e legítimos. Seus passaportes brasileiros foram cancelados pela Polícia Federal, por ordem de Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega ter cometido crime. Ao comentar a carta, Trump confirmou a autorização de entrada nos EUA, mas disse que não vai se envolver.
