Os projetos de concessão rodoviária dos blocos 1 e 2 não terão continuidade no formato apresentado pelo governo Eduardo Leite, conforme afirmou o governador eleito Luciano Zucco. Em entrevista coletiva no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, ele reiterou a posição defendida durante a campanha, mas manteve aberta a possibilidade de concessões com outra estrutura.

Entre as alternativas mencionadas pela equipe de transição está a execução das obras pelo poder público, deixando a manutenção das rodovias a cargo das concessionárias. A intenção é reduzir as tarifas cobradas dos motoristas. A aplicação direta dos recursos pelo Estado ou pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) também é defendida por prefeitos e empresários.

O debate tem como principal ponto o Bloco 2, que reúne seis rodovias do Vale do Taquari e do Norte gaúcho. A proposta prevê R$ 6 bilhões em investimentos, dos quais R$ 1,5 bilhão seriam provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O conjunto de intervenções inclui 182 quilômetros de duplicações e 71,5 quilômetros de terceiras faixas.

Zucco afirmou que ainda não havia ocorrido a conversa específica sobre as concessões proposta por Leite. No encontro de transição realizado em 22 de outubro, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, o atual governador solicitou uma reunião dedicada à modelagem do Bloco 2. A posição do sucessor coloca em discussão tanto o formato dos contratos quanto a destinação dos recursos públicos previstos para as obras.