A defesa de Daniel Vorcaro, fundador e ex-dono do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos nesta segunda-feira (2) para contestar sua prisão preventiva. Segundo reportagem do Pleno.News, os advogados solicitam a responsabilização internacional do Estado brasileiro por supostas violações de direitos e medidas para substituir a detenção por restrições.

Entre as solicitações está a análise do pedido de liberdade por um juiz competente em até cinco dias. Em nota, os defensores afirmaram que a iniciativa se apoia nas garantias da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e não pretende substituir a Justiça brasileira nem interferir nas investigações.

Preso preventivamente desde 4 de março, Vorcaro estaria há mais de 40 dias sem uma decisão sobre sua liberdade, conforme a petição descrita na reportagem. A defesa também sustenta que ele cumpriu as determinações judiciais e questiona a ausência de revisão da prisão após 90 dias. Essas afirmações são argumentos dos advogados apresentados ao órgão internacional.

No âmbito do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin determinou na quinta-feira (29) a manutenção das investigações do Banco Master sob sua relatoria temporária por mais 90 dias, contados de 12 de setembro. A decisão ocorreu após a retirada dos processos da relatoria do ministro André Mendonça. O acionamento da comissão não representa uma decisão favorável ao empresário.