A Polícia Federal inaugurou nesta terça-feira, 3 de novembro, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. A estrutura dará suporte às investigações sobre garimpo ilegal e crimes ambientais na Amazônia.

O laboratório integra o Programa Ouro Alvo, que recebe R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os recursos financiam equipamentos para análises minerais e de mercúrio, além da preparação, caracterização e armazenagem de amostras.

A proposta é registrar características de jazidas brasileiras e formar referências científicas para identificar a procedência do ouro. A comparação com material apreendido poderá produzir provas para investigações e ajudar a combater a mineração irregular e o desmatamento associado.

Segundo o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire de Barros, a estrutura amplia a capacidade de rastrear o mineral. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o potencial da identificação do chamado DNA do ouro para dificultar a atuação de organizações criminosas.

A iniciativa faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, organizado em quatro eixos e com participação da PF, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e dos nove estados da Amazônia Legal. Para Adalberto Maluf, secretário do Ministério do Meio Ambiente, o uso da ciência deve ajudar a alcançar os financiadores do garimpo e proteger populações indígenas e ribeirinhas.

Fonte: Agência Brasil.