Papo de Responsa completa 10 anos no RS com debate sobre proteção de crianças e adolescentes
Seminário na PUCRS reuniu especialistas em prevenção à violência, segurança digital e desenvolvimento dos jovens
Com mais de 200 multiplicadores no Rio Grande do Sul, o Papo de Responsa completou uma década de atuação e reuniu especialistas para discutir a proteção de crianças e adolescentes. O seminário realizado pela Polícia Civil na terça-feira (3), na PUCRS, em Porto Alegre, abordou prevenção à violência escolar, riscos no ambiente digital e formas de aproximar os profissionais da segurança pública dos jovens.
Implantado no estado em 2016, o programa foi inspirado na experiência da Polícia Civil do Rio de Janeiro e começou a ser desenvolvido a partir da Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente. Durante o encontro, a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, recordou essa trajetória. A diretora de Relações Institucionais e Comunicação Social da Polícia Civil, Eliana Lopes, defendeu a participação de escolas, famílias, saúde e assistência social na prevenção, enquanto multiplicadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo compartilharam experiências de escuta e construção de vínculos.
A programação também tratou de ameaças que atingem crianças e adolescentes pela internet. O perito Marcelo Bromfman Nadler, do Instituto-Geral de Perícias, apresentou o trabalho de investigação de crimes sexuais e os desafios relacionados às evidências digitais e ao uso de inteligência artificial. O procurador Fábio Costa Pereira, do Ministério Público, discutiu radicalização e violência extrema nos ambientes virtuais. Já o neurocientista Guilherme Nogueira abordou o desenvolvimento emocional e cognitivo na adolescência, o uso de telas e a importância do acolhimento.
O idealizador do Papo de Responsa, Beto Chaves, e o coordenador gaúcho Rodrigo Cachoeira participaram das reflexões sobre o papel preventivo da segurança pública. O encontro ainda apresentou experiências do Bombeiro Mirim e do Proerd, além de atividades culturais da Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul e de Renato Borghetti com a Fábrica de Gaiteiros. As iniciativas destacaram a educação, a cultura e a atuação conjunta das instituições como caminhos para proteger os jovens.
