O El Niño atingiu a categoria muito forte no trimestre de agosto a outubro de 2026, conforme informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No período, o índice utilizado pelo Centro de Previsão Climática da NOAA chegou a +2,0 °C, valor que marca o início dessa classificação.

O acompanhamento considera o quanto a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial, se afasta da média histórica. O Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) ajusta esse desvio em relação às temperaturas dos oceanos tropicais. Segundo a explicação do Inmet, o procedimento retira o efeito do aquecimento global do cálculo e permite avaliar quanto essa região do Pacífico está aquecida em comparação com o conjunto dos trópicos.

A intensidade é avaliada por uma média móvel de três meses consecutivos, cuja janela avança um mês por vez. Assim, depois do período de agosto, setembro e outubro, a análise passa a considerar setembro, outubro e novembro. O método ajuda a acompanhar a persistência do aquecimento ao longo do tempo.

De acordo com o Inmet, na previsão publicada em outubro, a NOAA estimou 96% de chance de o El Niño permanecer na categoria muito forte até o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027. Os efeitos do fenômeno sobre a chuva e a temperatura no Brasil variam conforme a região e a época do ano.

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).