O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi colocado em prisão domiciliar na sexta-feira, 6 de novembro, após ser destituído pelo Senado. Segundo a Agência Brasil, a medida ocorreu durante a crise provocada pela falência do banco digital Ueno, com o qual ele havia mantido vínculos comerciais.

Peña havia renunciado na quinta-feira, mas os parlamentares deram continuidade ao impeachment. As acusações do processo incluem conflito de interesses, interferência na fiscalização regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional envolvendo o banco central. Essas imputações não equivalem a uma condenação.

Conforme as autoridades citadas na reportagem, Peña permanecerá em casa enquanto o Ministério Público define as acusações finais. Manifestantes se concentraram diante de sua residência, em Assunção, onde policiais estabeleceram um perímetro de segurança. A quebra do Ueno também bloqueou o acesso a milhões de contas.

O Congresso empossou Pedro Alliana, até então vice-presidente, para comandar o país na mesma sexta-feira, após a destituição de Peña.

Fonte: Agência Brasil, com Reuters.