Morte de cadela a tiros gera revolta e depredação em posto de combustíveis no Chuí
A morte de um cadela baleada com quatro tiros deu início a uma cena de revolta, confusão e depredação em um posto de combustíveis do Chuí, na fronteira entre Brasil e Uruguai, as informações são do Portal GaúchaZH.
Conforme a Brigada Militar, por volta de 0h30min desta segunda-feira (24), um rapaz uruguaio que fazia compras em frente ao local ouviu disparos e declarou ter testemunhado um frentista do posto de combustíveis Kings, na Avenida Uruguai, disparando contra o cão. Segundo o relato do jovem à BM, ele teria tentando abordar o frentista, que se refugiou sem falar nada dentro das dependências do posto.
Uma das primeiras a chegar ao local foi a uruguaia Barbara Lucero, a cadela preta de porte médio circulava na vizinhança e era alimentada pelos moradores. Ela foi baleada na cabeça, abdômen, tórax e pescoço.
A partir daí, populares chegaram ao posto. Começaram a circular por redes sociais vídeos do cão ferido e relatos de que os disparos haviam sido feitos por um funcionário do posto. O estabelecimento, que funciona 24 horas, foi cercado por mais de cem pessoas. Bombas, vidraças e a loja de conveniência foram depredadas.
A Brigada Militar do Chuí, com reforço de Santa Vitória do Palmar, esteve no local e dispersou a multidão. Segundo a BM, em relação às depredações nada pode ser feito porque a maior parte dos autores veio da parte uruguaia da fronteira, e para lá retornou com a chegada dos agentes brasileiros. O caso do disparo contra o cachorro foi registrado junto à Polícia Civil de Santa Vitória do Palmar.
Pela manhã, GaúchaZH conversou com a direção do posto, que nega ter relação com a morte do cão. Segundo o gerente, que preferiu não se identificar, os funcionários não portam armas e não estão autorizados a efetuar disparos em hipótese alguma. O gerente diz ainda que desconhece se o cachorro costumava circular pelo local. Segundo ele, o posto é cercado por muro e não é comum animais nas suas dependências.
O estabelecimento pretende contratar seguranças para operar no restante do feriado e registrar ocorrência na Polícia Civil sobre a depredação.
