Suspeita de corrupção no presídio de Passo Fundo é investigada
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a Polícia Civil investigam áudios que seriam de relatos de episódios de corrupção no Presídio Regional de Passo Fundo (PRPF), as informações são do Portal Diário da Manhã de Passo Fundo.
O material foi recebido pelo Grupo RBS e publicado ontem (14). Conforme a reportagem, os áudios foram gravados por agentes e teriam sido entregues à Susepe no fim do ano passado. O conteúdo apresenta uma suspeita de compra de vagas nos alojamentos e facilitação de entrada de drogas na casa prisional.
Um detento relata que uma vaga em um alojamento pode R$ 2 mil, R$ 5 mil. Conforme a reportagem, os valores podiam chegar a R$ 10 mil, dependendo da localização. Há também a informação de que a entrada de drogas era facilitada por agentes penitenciários.
O que diz a Susepe
Por meio de sua assessoria, a Susepe informou que áudios foram entregues à instituição na segunda-feira (14) pelo Gurpo RBS. Por isso, ainda não foram periciados até o momento. Desse modo, a Susepe abriu uma sindicância para apurar a origem, mas que, neste momento, não é possível afirmar que o material é verdadeiro. A investigação deve ser conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), de Passo Fundo, que conduz o inquérito sobre a fuga de 17 presos no último fim de semana
A Susepe deve divulgar uma nota sobre o episódio durante o dia de hoje.
O áudio não será divulgado para a imprensa.
O que diz a direção do presídio
O diretor do PRPF, Renato Garlet, disse que a direção da casa prisional não irá se manifestar sobre os áudios, e que o posicionamento sobre o caso é o mesmo divulgado pela Susepe à reportagem do grupo RBS. José Hermilio Ribeiro Serpa, corregedor da Susepe, disse que as denúncias serão investigadas.
