RS mantém restrições para regiões metropolitanas da Capital e da Serra em abril
Segundo o Jornal Correio do Povo, o governador Eduardo Leite anunciou, em coletiva presencial à imprensa nesta quarta-feira, que o governo estadual irá prorrogar o decreto estadual que prevê restrições ao funcionamento do comércio para as regiões metropolitanas de Porto Alegre e da Serra, onde é observado a maior incidência de casos de Covid-19. As demais cidades do Interior do Estado poderão flexibilizar a abertura de todos os setores do comércio, obedecendo os protocolos de higiene e proteção.
A nova determinação do governo foi tomada a partir de dois fatores: as conclusões da primeira etapa de estudo realizada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e os números de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais da rede pública e privada do RS. A demora à adesão das instituições de saúde ao sistema de monitoramento de leitos foi levantada pelo governador Eduardo Leite nos últimos discursos. Até a tarde desta quarta-feira, 36 hospitais ainda não haviam inserido seus dados na plataforma digital.
A determinação de restrição total às atividades consideradas não essenciais, como previa o decreto estadual anterior, fez com que gestores de diversos setores e entidades municipais pressionassem o executivo estadual por ações que freassem prejuízos à economia regional. Ainda que o governador reforçasse, em entrevistas, o poder de autonomia dos prefeitos na tomada de decisões “antipáticas” para salvar a economia dos municípios, foram poucos que tomaram a frente e compraram o conflito.
A Região Metropolitana da Serra Gaúcha foi criada pela Lei Complementar nº 14.293 de agosto de 2013, sendo constituída pelos municípios de Antônio Prado, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Ipê, São Marcos, Nova Pádua, Monte Belo do Sul, Santa Teresa e Pinto Bandeira.
