Morte de jovem de Soledade foi ordenada por líder de facção, diz delegada
Segundo o Portal Diário da Manhã, a delegada regional Fabiane de Vargas Bitencourt concedeu uma entrevista coletiva e apresentou novas informações do caso da morte de Paula Schaiane Perin Portes, 18 anos.
A jovem estava desaparecida desde a noite do dia 10 de junho deste ano em Soledade.
O cadáver da vítima foi encontrado no fim da noite de domingo (16) dentro de uma cova profunda no interior de uma mata fechada e de difícil acesso, na localidade do Rincão do Bugre, interior do mesmo município.
A delegada confirmou que um dos quatro envolvidos no crime é o líder de uma facção que atua na cidade, e é apontado como o mandante da morte da jovem.
Este indivíduo está preso. “Desde o início da investigação trabalhamos com a possibilidade de uma queima de arquivo. A Paula sabia de alguma coisa que podia incriminar os investigados. Isso está provado dentro dos autos. O que não conseguimos esclarecer ainda é o que efetivamente ela sabia”, revelou a delegada.
O quinto investigado, proprietário da residência na qual a vítima foi atraída para se encontrar com o foragido, entrará como testemunha no inquérito.
A descoberta do cadáver da vítima foi considerada fundamental no inquérito. “É um ponto muito importante do ponto de vista probatório, temos agora a materialidade concreta do crime”, avaliou Fabiane de Vargas Bitencourt, que preferiu não detalhar, neste momento, como os policiais chegaram à cova.
A delegada regional da Polícia Civil também destacou que em nenhum momento os investigados auxiliaram no trabalho. “Eles não assumem que participaram do crime”, observou. A delegada também confirmou que a polícia acredita que o corpo da jovem tenha sido movimentado de vala; ou seja, foi colocado em um ponto inicialmente e, por algum motivo, foi enterrado em outro dias depois.
Outro ponto destacado por ela é que a morte de Paula tenha ocorrido por asfixia por meio de um golpe chamado mata-leão.
No entanto, isso será confirmado por meio de exames que serão realizados pelo Instituo-Geral de Perícias (IGP).
A investigação busca, também, esclarecer a participação de outras pessoas na ocultação do cadáver.
O trabalho policial continua.
