A Polícia Civil conclui investigações sobre o homicídio qualificado de MATEUS PEREIRA DE CAMPOS, 33 anos. Ele era motorista de aplicativo em Caxias do Sul e na madrugada de 28 de setembro de 2019 (há exato um ano), desapareceu.

O carro dele, um Nissan March cor branca, foi encontrado incendiado no amanhecer daquele dia, em uma estrada vicinal de Campestre da Serra. No dia em que o carro foi encontrado e Mateus dado como desaparecido, a Polícia Civil iniciou os trabalhos de investigação.

Registro de ocorrência, encaminhamento a necropsia, pesquisa de chamadas a empresa de aplicativo a qual trabalhava, tomada de depoimentos, entrevistas, encaminhamento a exame, pregressa da vítima, tudo isso foi realizado já a partir do sábado.

Essas diligências, realizadas ainda no final de semana, foram cruciais à determinação de linha de investigação que se firmou na semana seguinte, levando uma pessoa das relações de MATHEUS à qualidade de suspeita.

O corpo de MATEUS PEREIRA DE CAMPOS só foi encontrado dia 13 de outubro. O corpo estava parcialmente enterrado (ocultação de cadáver) e foi achado por um agricultor. A partir dali, tecnicamente, o caso passava de DESAPARECIMENTO DE PESSOA para HOMICÍDIO QUALIFICADO .

Mãos e pescoço amarrados, e um tiro no rosto. As diligências nunca cessaram. A Polícia conseguiu provas e indiciou quem mandou matar Mateus, tendo havido duas representações por prisões.

Mesmo indiciando quem mandou matar, a Polícia Civil nunca cessou as investigações, realizando inúmeras diligências em Vacaria, Campestre da Serra e São José dos Ausentes, utilizando as modernas técnicas de investigação, que levaram ao desbaratamento do bando (mandante e executores).

A Polícia teve certeza da linha de investigação quanto aos demais, quando foi encontrado próximo à ponte do Koerf um GM Vectra (há dez quilômetros do local do homicídio), o carro foi usado pelos executores.

Quanto às modernas técnicas de investigação referidas acima , estas não serão tornadas públicas, pois, se num primeiro momento despertam a admiração, por outro acabam prevenindo os executores de maldades assim, e tornam mais difíceis investigações futuras. Conte-se o milagre, não o Santo!

No caso investigado ficou claro que a pessoa que mandou matar Mateus adotou inúmeros cuidados, que pessoas comuns não tomariam. Mesmo assim, a investigação nunca cessou e só prosperou, de modo silencioso. Primeiro, ao indiciamento de quem mandou matar, e depois, aos executores.

Dois dos três indivíduos que são apontados pela Polícia Civil como executores diretos do crime estão presos em Vacaria por outro crime. São de Vacaria, e já foram indiciados por dezenas de furtos e roubos. Quando interrogada, a pessoa que mandou cometer o crime (que é de Caxias do Sul) mentiu nas três vezes que foi ouvida pela Polícia Civil.

Os demais três co-indiciados, que são de Vacaria e foram assistidos por advogado, preferiram nada declarar – direito constitucional. Desses três, dois estão presos, conforme dito acima.

O Inquérito Policial será remetido na sexta-feira, após a conclusão e elaboração do Relatório Final pela autoridade policial. Na remessa do Inquérito, o Delegado emitirá nota.

As investigações foram presididas pelo Delegado Anderson Silveira de Lima, e realizadas pela Delegacia de Polícia de Campestre da Serra (Escrivão Airton Rosado dos Reis) e Seção de Investigações da DP Vacaria (Comissários e Inspetores Ronaldo Pires, Carlos Girardi, Guiarone Képeler, Marilene Bertelli, Karine Oliveira), com participação também do Delegado Carlos Alberto Defaveri, Inspetores Michel Nunes, João Guilherme Suzin e Everaldo Marcon.

Na foto, reunião dos Policiais Civis com familiares de Mateus, realizada hoje à tarde, 29 de setembro. Assim, através do trabalho, a Polícia tenta levar o mínimo de conforto à terrível perda, e viabiliza que a Justiça seja feita adiante, via competente processo judicial.

Texto e foto: Polícia Civil