O número de casos para a covid-19 vem aumentando nos últimos dias em Veranópolis. Segundo o último informe epidemiológico divulgado, referente ao dia 03 de dezembro, há 71 casos ativos para a doença no município. Aliado a esse dado, observa-se que, neste momento, há 12 pessoas internadas por conta do vírus no Hospital São Peregrino Lazziozi, sendo seis delas moradoras de Veranópolis e outras seis da microrregião.

Este último fato, ademais, é um alerta, porque desde o início da pandemia, esse é o recorde de internados por conta do coronavírus. O número máximo, até então, havia sido dez. Além disso, o local possui a delimitação prévia de dez leitos para casos de covid-19, ou seja, já há uma superlotação. O número de internados gerou a necessidade da realização de uma reunião, a qual contou com integrantes do comitê de crise da pandemia e alinhou quais serão as medidas adotadas nos próximos dias.

Mesmo que os dez leitos estejam ocupados, conforme as pessoas suspeitas e confirmadas para a doença chegam, continuam sendo acomodadas. Essa organização se faz por meio de um remanejo interno de leitos, com o objetivo de atender a demanda e a necessidade de urgência. Dessa forma, os casos graves de covid-19 que chegam ao hospital são atendidos e isolados, entretanto, acabam por sobrecarregar a estrutura. Esse fato pode acarretar, por falta de leitos, em cancelamentos de cirurgias que estavam agendadas e outros procedimentos não emergenciais. Essa situação, ademais, ainda não é a que se observa no hospital, mas poderá vir a ocorrer caso o cenário continue a ser agravado.

Outro fato que preocupa é que, o padrão de casos internados está sendo alterado. Muitas pessoas com idade mais avançada estão precisando do atendimento. Em relação aos internados atualmente, o de menor idade é de 47 anos e o de maior 86. A preocupação estende-se, ademais, para casos que possam vir a precisar de UTI, visto que, as unidades encontram-se lotadas.

Adriana Rossato, gerente assistencial do hospital, afirma que para evitar esse cenário, deve-se trabalhar na prevenção, por isso é importante que a sociedade siga com as medidas de prevenção.

– a nossa situação do hospital é um reflexo de toda a comunidade – pontua a gerente, reforçando o protagonismo das pessoas em mudar esse contexto.

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