A pandemia de Covid-19, que marcou o ano de 2020 e aparece como uma consequência para 2021, tornou ainda mais comuns os casos de depressão, ansiedade e outras patologias que acabam por enfraquecer a saúde psíquica. Assim, o janeiro branco, que possui como propósito a promoção da saúde mental, tem importância ainda mais significativa neste ano. Com o objetivo de ser o “estopim” para a promoção de diálogos em torno da qualidade de vida, esse assunto deve permanecer em pauta o ano todo, para que, literalmente, vidas sejam salvas.

A projeção de um 2021 difícil é o resultado de um 2020 muito complexo. As problemáticas epidemiológicas e econômicas, afetaram diretamente a mente das pessoas. Indivíduos que apresentavam quadros de ansiedade, depressão, pânico, entre outros elementos, agravaram seus casos.

Ao encontro disso, a taxa de casos de suicídio aumentou e isso não apresenta apenas um problema de indivíduos, mas sim, uma questão da sociedade. Todos precisam refletir sobre essas situações e como é importante olhar o outro. Em uma sociedade cada vez mais individualista, é necessário pensar na importância de observar como a comunidade vai e quem está, diante das mudanças, sofrendo.

– A questão de suicídio, principalmente nesse ano de pandemia, ela deveria ascender um alerta nesse sentido, da sociedade entender que algo fracassou – pontua a psicóloga e psicanalista Waleska Pessato Farenzena Fochesatto, sobre o assunto.

Olhar o outro e olhar para si mesmo é essencial para preservar a saúde mental. O corpo dá sinais de que algo não vai bem na mente e isso pode se dar de diversas formas. Por meio de dores de cabeça, apertos no peito e entre outros sintomas que demonstram, muitas vezes, que algo não vai bem. Atentando a esses sinais, procurando profissionais adequados, como psicólogos, as adversidades da vida acabam por ser mais leves. Elas seguem acontecendo, mas cada indivíduo se encontra mais preparado para enfrentá-las.

É sobre isso que afirma o janeiro branco. O indivíduo, com suas dificuldades, externa à sociedade suas inquietudes. A comunidade sente os reflexos dos indivíduos que não estão bem. Cabe a cada um olhar para si e para o outro, para assim, auxiliar na promoção de qualidade de vida coletiva e individual.

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