A porcentagem de ocupação de leitos de UTI é uma grande preocupação, visto que, com a pandemia, a demanda que já era alta pelas internações, aumentou significativamente. Na região da Serra Gaúcha e nos principais hospitais que são referência para o município de Veranópolis, foi constatado nos últimos dias um aumento exponencial no número de lotação. O mesmo comportamento foi observado em todo o RS.

Entre todas as referências que a cidade veranense possui, a que mais preocupa é o município de Caxias do Sul. Olhando em perspectiva, na última semana, houve aumento diário na taxa de ocupação, que cresceu 13%, se comparado a terça-feira, dia 16 de fevereiro a ontem, dia 23.

Veja a situação em cada hospital de Caxias do Sul

  • Hospital do Circulo: 77,3% ocupação;
  • Hospital Pompeia: 97,3% ocupação; 100% de lotação em leitos SUS;
  • Hospital Saúde: 80% ocupação;
  • Hospital Unimed Caxias do Sul: 86,7% ocupação;
  • Hospital Virvi Ramos: 111,5% ocupação; 105.9% ocupação SUS; 122.2% ocupação privados;
  • Hospital Geral: 95,1% ocupação.

A situação da macrorregião, que comporta 27 hospitais, também não é positiva. O aumento nos últimos sete dias chega a 9%. Mesmo que o crescimento nos não seja constante como na cidade de Caxias do Sul, agora, o quadro aparenta estar agravando-se. Da segunda-feira, dia 22, para a terça-feira, dia 23 o aumento foi de 7%.

O Hospital Tacchini, de Bento Gonçalves, cidade que faz divisa com Veranópolis e é o município mais próximo com leitos de UTI, está com cerca de 90% de ocupação. A porcentagem de lotação nessa casa de saúde vem se mantendo alta, passando, nos primeiros dias de 2021, dos 100%.

Em todos os locais listados acima, neste momento, a maior parte dos internados são suspeitos ou confirmados para a covid-19: macrorregião 171 covid-19, 89 outras enfermidades; Caxias do Sul 98 covid-19, 63 outras enfermidades; Tacchini 23 covid-19, 17 outras enfermidades.

Dados são contabilizados até o dia de ontem, 23, pois os de hoje, 24, ainda estão em aberto | levantamento: Studio

Medidas mais restritivas que as observadas na última semana começaram a ser adotadas na macrorregião a partir da terça-feira, dia 23. Classificada em bandeira preta, a localidade seguirá majoritariamente o modelo de cogestão, que se aproxima da realidade de risco alto. Nas últimas semanas a Serra vinha sendo classificada em bandeira laranja.