Nova Prata analisa possibilidade de decretar situação de emergência devido a estiagem
Na manhã desta quinta-feira, 06, no gabinete municipal, o prefeito Alcione Grazziotin, a vice-prefeita, Sandra Zottis, o secretário de Agricultura e Abastecimento, André Nedel, secretário de Administração, Rosimar Brandalise e o engenheiro agrônomo da Emater, João Carlos Reginato discutiram a sobre a situação de estiagem, que atinge Nova Prata e também outros municípios, analisando a possibilidade para decretar situação de emergência.
“As perdas maiores ocorrem nas lavouras de milho plantadas no cedo, devido à falta de precipitação durante o desenvolvimento das plantas e no pendoamento das mesmas, com perdas bastante significativas” destaca o secretário André Nedel.
Ele ainda pontua que também em decorrência da estiagem, diminuiu a produção leiteira do município, devido a má qualidade das pastagens e a falta de alimentos. Já as lavouras do tarde, até o momento, a realidade é outra pelo fato de terem ocorrido precipitações esparsas na maioria das comunidades. Porém, ainda é necessário que chova de forma satisfatória até o final do ciclo das lavouras.
As perdas das lavouras de milho destinadas para a produção de silagem já são superiores a 40%, avalia o engenheiro da Emater. Já para a produção leiteira, o decréscimo fica em torno de 30%.
Como está ocorrendo a falta de água em várias propriedades para consumo humano e para os animais, a secretaria de Agricultura e Abastecimento está levando água potável para as mesmas, como também auxiliando com máquinas para limpeza de fontes e açudes.
Mas os dados avaliados na reunião em questão ainda não atingem os critérios estabelecidos na instrução normativa federal para ser emitido decreto emergencial. Na próxima semana acontecerá uma nova avaliação para que sejam tomadas as providências cabíveis.
Diante desta situação, a Administração Municipal, através da secretaria de Agricultura e Abastecimento atua de todas as formas para o enfrentamento desta situação, principalmente junto aos produtores rurais. No demais, pede-se o uso racional da água.
Foto: Andressa Capelari Maciel
