Secretaria da Saúde confirma novo caso de morcego infectado com o vírus da raiva em Porto Alegre
Um morcego coletado em residência no bairro São Geraldo, em outubro, teve resultado positivo em exame para infecção pelo vírus da raiva. Com isto, subiu para três o número de morcegos positivos para a raiva na Capital em 2022, entre 140 coletas do animal realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Os outros dois casos foram nos bairros Teresópolis, em abril; e Ipanema, em maio.
Em 2021, foram quatro casos de morcegos positivos para raiva entre os 118 animais recolhidos pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS). Os animais têm amostras coletadas e enviadas ao Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) para exame virológico. Os quatro casos positivos são de morcegos apreendidos nos meses de maio, agosto, novembro e dezembro, nos bairros Teresópolis, Bom Fim, Tristeza e Santana, respectivamente.
“O serviço de recolhimento da Secretaria de Saúde é realizado quando o animal se encontra em situação compatível com a infecção, ou seja, caído no chão ou pendurado em objetos, dentro de casa, durante o dia”, explica a diretora em exercício da DVS, Fernanda Fernandes.
Caso o animal esteja voando normalmente, indicando presença de colônia na residência, o contato deve ser feito com a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, que orientará sobre o desalojamento da colônia.
Infecção – Os morcegos hematófagos são contaminados com o vírus da raiva ao morder ou lamber um animal infectado. Os não hematófagos – mais comuns no ambiente urbano – podem ser infectados ao compartilharem o mesmo abrigo com os morcegos hematófagos portadores do vírus da raiva ou mesmo ao disputarem território com esses morcegos. Os morcegos não hematófagos infectados podem transmitir acidentalmente a doença à espécie humana e a outros animais quando encontrados vivos, mortos ou prostrados.
A transmissão do vírus do morcego para outro animal ocorre pela saliva de um animal contaminado a outro – não necessariamente pela mordedura. Um simples arranhão de um morcego contaminado é considerado grave, pois eles têm hábito de se lamberem.
Morcegos caídos no chão podem ser alvo da curiosidade de animais domésticos. Por isso, é essencial que os tutores de cães ou gatos mantenham atualizada a carteira vacinal do seu pet. A vacina contra raiva é oferecida na rede privada e deve ser feita uma vez por ano.
Caso encontre um morcego caído ou dentro de casa durante o dia, em estado de prostração, a notificação deve ser feita para a Secretaria de Saúde, à Equipe de Vigilância de Antropozoonoses (Evantropo), via Serviço 156, durante as 24 horas, ou pelo telefone 3289-2459, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A Evantropo também deve ser notificada quando o morcego tiver contato com uma pessoa ou animal.
