A safra do pêssego está sendo positiva para os produtores de Veranópolis. Apesar da cultura não ser a principal do setor frutícola no município, de acordo com dados disponibilizados pela Emater/RS, são cerca de 35 hectares destinados ao cultivo da fruta.

Em uma propriedade no interior do município, na localidade conhecida como Coréia, uma família destina uma área de três hectares para o cultivo da fruta. Michel Anzolin, seus pais e sua irmã produzem pêssegos Chimarrita, PS do Tarde, Fascínio e Eragil. A última variedade a ser colhida é a Eragil, que amadurece próximo ao Natal.

A família vem investido em melhorias na produção. Todas as plantas contam com irrigação e eles também utilizam câmara fria, o que contribui com a comercialização. Michel explica que as frutas são colhidas e após, guardadas na câmara fria, onde mantém a qualidade. Dessa forma, os pêssegos são vendidos de acordo com a procura, o que garante melhores preços.

Na propriedade, a colheita inicia cedo pela manhã, com mão de obra familiar
Foto: Daniela Affonso/Studio

Aliás, os valores deste ano são muito superiores aos da última safra. O produtor acredita que a menor quantidade de pêssego no mercado tenha interferido, a fruta foi muito prejudicada com a geada, o que gerou menor oferta e maior procura. No ano passado, não se conseguia vender o quilo do pêssego por mais de R$ 2. Neste ano, os preços variam entre R$ 3 e R$ 5, de acordo com o tamanho e a variedade.

Qualidade é a palavra que caracteriza o pêssego nesse ano, apesar da quantidade ter sido inferior em relação à última safra.

“As variedades mais precoces sofreram pouco prejuízo quanto ao sabor, pois amadureceram esse ano com pouca incidência solar. Já as variedades do momento tem ótima qualidade, sabor acentuado e coloração, já que houve a volta do sol”, afirma Engenheiro Agrônomo do Escritório Municipal da Emater, Valfredo Reali.

A partir disso, Anzolin destaca que o grande desafio da produção do pêssego é o tempo, pois as plantas estão sempre expostas, podendo enfrentar chuva de pedra e vento, por exemplo.

“Foi calor na época da brotada em agosto, brotou bonito. Setembro e outubro foi frio. Esfriou tarde e em novembro, veio a geada. Ela afetou, mesmo que tenha sido em pouca quantidade”, explica.

A projeção da Emater é que sejam colhidas de 14 a 15 toneladas por hectare no município. Reali destaca que são mais de 30 produtores que tem o pêssego como uma alternativa de renda junto às demais atividades. A família Anzolin, por exemplo, além do pêssego, trabalha com uva e aves de corte.