Vinícolas entregarão em 10 dias contratos com empresa terceirizada ao Ministério Público do Trabalho
As três empresas manifestaram o desejo de colaborar para o aperfeiçoamento da fiscalização sobre as condições de trabalhadores e de negociar um compromisso com esse objetivo
O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, na tarde desta quarta-feira (1º), audiência com três vinícolas que utilizavam a mão de obra de parte dos 207 safristas resgatados em Bento Gonçalves em condições de trabalho análogo à escravidão. Por teleconferência, procuradores e procuradoras do órgão e do Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF), força-tarefa criada para o caso da Serra, definiram que as empresas têm 10 dias para apresentar os contratos mantidos com a empresa terceirizada que faria as contratações dos trabalhadores para as empresas.
Na audiência, o MPT-RS ouviu as vinícolas e também relatou a situação do caso, o que foi apurado nas investigações e requisitou as informações sobre os contratos dos trabalhadores. Conforme o órgão, as três empresas manifestaram o desejo de colaborar para o aperfeiçoamento da fiscalização sobre as condições de trabalhadores e de negociar um compromisso com esse objetivo.
Além do contrato com a Fênix, o MPT requisita que as três empresas apresentem documentos contratuais e financeiros, como contratos de prestação de serviços, atos constitutivos, notas fiscais, informações sobre fiscalização dos contratos, entre outros. O objetivo é dimensionar a medida da responsabilidade de cada uma, de acordo com o órgão.
Informações GZH e MTP.
