As equipes volantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) têm intensificado a vigilância observacional em oito regiões do Estado do Rio Grande do Sul desde que casos de influenza aviária foram registrados na América do Sul. Um total de 32 equipes se revezam semanalmente na vigilância ativa da doença, em locais com coleções de águas, como lagos, lagoas, barragens, lavouras de arroz e açudes, que servem como ponto de parada de aves de vida livre. As equipes têm utilizado drones e binóculos para fazer essas observações, visando à detecção precoce de qualquer suspeita em caso de eventual ingresso da influenza aviária.

De 20 a 27 de março, uma das 32 equipes de fiscais agropecuários esteve monitorando a Lagoa dos Patos e o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A equipe contou com o auxílio de um drone na observação de aves migratórias que costumam fazer uma parada no local antes de prosseguir viagem rumo ao Norte. Além disso, os fiscais estão conversando com produtores, moradores, comerciantes e lideranças locais sobre o risco de ingresso da doença no Rio Grande do Sul, os principais sinais clínicos a serem observados e os canais para notificação em caso de suspeita.

O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul acumula 1.545 ações de vigilância ativa desde janeiro de 2023, com estimativa de 1,03 milhão de aves observadas. Também foram realizadas 921 ações de educação sanitária, com alcance estimado de 386 mil pessoas. Até o momento, foram registrados três casos suspeitos de influenza aviária, todos já descartados. Além disso, a vigilância passiva recebeu 59 notificações de casos suspeitos, com colheita de amostras em 12 dessas ocorrências, mas todos os laudos foram negativos para influenza aviária. Os dados da vigilância para influenza aviária podem ser consultados no painel de acompanhamento das ações disponível no site da Seapi.