Mulher acusada de matar bebê e jogá-lo em lixeira vai a júri em Tramandaí
Na próxima quinta-feira, 1º de junho, às 9h, o caso de uma mulher acusada de matar seu próprio filho recém-nascido e abandoná-lo em uma lixeira na Avenida Rubem Berta, no Centro de Tramandaí, será levado a julgamento pelo júri popular no Fórum local.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em junho de 2017. A ré, identificada como Mariele Gomes Ferreira, teria escondido sua gravidez do marido. Segundo o promotor de Justiça, Dr. André Luiz Tarouco Pinto, ela teria dado à luz em casa e, em seguida, asfixiado o bebê do sexo masculino, inserindo uma bucha de papel em sua boca para obstruir as vias aéreas. Em seguida, a criança teria sido transportada em uma sacola até a lixeira no centro da cidade.
O promotor ressaltou a gravidade do crime e alegou que a ré justificou sua conduta alegando estar em estado de depressão. No entanto, o Ministério Público pretende demonstrar que o crime foi premeditado.
Mariele enfrenta acusações de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
As investigações, conduzidas pelo delegado de polícia de Tramandaí na época, Paulo Perez, revelaram que o bebê foi encontrado dentro de uma sacola plástica por catadores de lixo em 13 de junho de 2017. O resultado da necropsia confirmou que a causa da morte foi asfixia. Um exame de DNA comprovou que o bebê era filho da acusada e de seu marido, mesmo eles não morando juntos, conforme as investigações. Embora a prisão de Mariele tenha sido decretada, ela não foi detida e se beneficiou de um Habeas Corpus.
O juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura presidirá o júri, e o Ministério Público será representado pelos promotores Dr. André Luiz Tarouco Pinto e Dra. Karine Camargo Teixeira.
O Tribunal do Júri será composto por um juiz presidente e vinte e cinco jurados, sendo que sete serão sorteados para formar o conselho de sentença, responsável por decidir sobre a existência do crime atribuído à ré. Assim, será o cidadão, sob juramento, quem determinará a culpabilidade no caso.
