Nesta terça-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma transmissão ao vivo em seu programa semanal ‘Conversa com o Presidente’ e defendeu o fechamento de todos os clubes de tiro esportivo no país. Além disso, ele criticou os empresários proprietários desses estabelecimentos e afirmou que a flexibilização do acesso às armas, ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), apenas “agradou o crime organizado”.

Lula ressaltou que acredita que apenas as forças de segurança, como a Polícia Militar, Polícia Civil e Exército, devem ter clubes destinados ao treinamento de tiro. Segundo o presidente, a sociedade em geral não deve ter acesso facilitado a armas de fogo, pois a aquisição dessas armas acaba beneficiando o crime e pessoas com recursos financeiros, ao invés de promover a segurança dos cidadãos comuns.

No programa, o presidente também enfatizou que a população brasileira, em sua maioria, não tem interesse em adquirir armas, pois enfrenta dificuldades financeiras básicas, como comprar alimentos e material escolar. Ele destacou que a prioridade das pessoas é prover suas necessidades básicas e não adquirir armamentos.

Ao longo da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve uma série de decretos que beneficiaram a indústria armamentista e flexibilizaram o acesso a armas e munições. Por exemplo, atiradores puderam adquirir até 60 armas, incluindo modelos de uso restrito, e caçadores foram autorizados a registrar até 30 armas.

No entanto, com o novo decreto assinado por Lula, houve uma redução significativa na quantidade de armas permitidas para os civis. Agora, é permitido ter apenas duas armas de uso permitido, com comprovação efetiva da necessidade, e a quantidade de munição foi diminuída para 50 unidades por arma por ano, em vez das 200 anteriormente permitidas.

Com informações do Portal R7.